Aproveito estes últimos minutos sobre o solo polonês para conversar com vocês, caros leitores, sobre algo que realmente me fascina: o mistério do idioma polaco. Já mencionei isto antes aqui e acolá, mas a verdade é que é difícil transmitir a sensação de passar os dias cercado de palavras que não somente são ininteligíveis, como são impronunciáveis. Realmente não consigo entender como conseguem pronunciar encontros consonantais de seis consoantes a ainda não entendi a vantagem de colocar cedilha em todas as vogais e acento em todas as consoantes.
Pra piorar, a maioria das palavras não tem qualquer raiz etimológica que lembre o latim, o grego ou o idioma saxão. Fica difícil até arriscar um palpite para adivinhar o assunto da frase.
E tem mais, por algum motivo ainda mais obscuro e misterioso, eles insistem em escrever uma coisa e ler outra totalmente diferente. Do tipo, onde diz Lodz eles leem Wudj. Onde diz Wisla eles leem Vistula. Não parece ter qualquer lógica ou moral.
O que diz aí? É uma peça? Um livro? Um museu? Propaganda da Coca-Cola?
E o acento no "Z" de Chodz - pra quê?
Por outro lado, essa semana na Polônia vai treinando nossos olhos para, aos poucos, compreender algo e o idioma polaco vai se revelando mais fácil com o passar dos dias. Veja alguns exemplos que encontrei a partir do terceiro dia aqui:
Zero Kalori quer dizer "Zero Calorias" - Polonês desvendado!
O que diz essa placa?
Alguda (acho que devem pronunciar KIBON) é Kibon em polaco
Aí diz: "Centro Médico" - Polonês desvendado!
Aí diz: Hospital Universitário Nicolau Copérnico
POLONÊS DESVENDADO!
Bom, caro leitor, já estamos no aeroporto, prestes a embarcar. Amanhã já não estaremos na Polônia. Amanhã acordamos num lugar onde tudo parece conhecido e soa muito mais familiar.
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